Por: Assessoria de Comunicação da Sejus

A palestra sobre arquitetura prisional realizada, na tarde desta quarta-feira (28), pela professora do curso de Arquitetura e Urbanismo do Estado de Alagoas, Suzann Cordeiro, contou com a participação do presidente do Conselho Regional de Arquitetura e Engenharia do Espírito Santo (Crea/ES), Luiz Fiorot. A palestrante elogiou a iniciativa da Secretaria de Estado da Justiça (Sejus) ao iniciar essa discussão no Estado.

Também estiveram presentes a procuradora geral do Ministério Público Estadual, Catarina Cecin Gazele, o promotor de Justiça, César Ramaldes, o comandante da Polícia Militar do Estado, coronel Antonio Carlos Coutinho, além do secretário de Estado da Justiça, Ângelo Roncalli de Ramos Barros, entre outros convidados e interessados no tema.

O presidente do Conselho Regional de Arquitetura e Engenharia do Espírito Santo (Crea/ES), Luiz Fiorot, ressaltou a satisfação em participar do evento, “como uma oportunidade de conhecimento aos nossos profissionais, engenheiros e arquitetos, sobre a arquitetura contra o crime e a arquitetura penitenciária”.
Para o secretário de Estado da Justiça, Ângelo Roncalli de Ramos Barros, a discussão sobre a arquitetura prisional é de extrema importância para o sistema penitenciário e deve ser ampliada e estendida para os estudantes de engenharia. “Quase não existe no Brasil pessoas com esse conhecimento. Temos que ter especialistas para pensar o espaço para as pessoas encarceradas”.

Palestra

A palestrante e professora universitária, Suzann Cordeiro, destacou a função social e a ressocialização como pontos fundamentais a serem discutidos no planejamento para a construção das unidades prisionais. “É importante a discussão de um plano diretor para o sistema prisional, integrando todas as áreas da política pública para que o Estado cumpra a função social do sistema penitenciário e, consequentemente, que o espaço prisional cumpra a sua função enquanto instrumento de aplicação da Lei de Execução Penal (LEP)”, destacou Suzann.

Ela disse que é necessário co-socializar o indivíduo preso, aproveitando o que já foi cristalizado por ele e tentar consertar o que for preciso. “A co-socialização tem uma repercussão direta na arquitetura das prisões, pois não vamos mais recortar, excluir, mas aproveitar o que já existe pensando na inclusão social. O espaço então, não será mais punitivo, nem exclusivo, mas educador”, ressaltou.

Suzann falou da boa iniciativa da Sejus ao iniciar essas discussões no Estado e da importância do compartilhamento e parceria de todas as áreas, para se vislumbrar melhores resultados no sistema prisional. Alguns livros da palestrante foram distribuídos durante a palestra. O livro: ‘Até quando faremos relicários? A Função Social do Espaço Penitenciário’, foi lançado em outubro do ano passado num congresso sobre arquitetura prisional realizado na Argentina e, em março deste ano em Alagoas.

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